Informações Técnicas

Informações Técnicas

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Armazenamento

Um fator importante para assegurar o perfeito funcionamento e vida útil da bateria é uma armazenagem correta.

- A bateria deve ser armazenada sobre estrados de madeira ou mantas isolantes. Nunca diretamente ao chão; - Deve ser armazenada na posição horizontal, com os pólos voltados para cima;

- Permaneceremlocalseco,limpo,semincidênciaderaiossolareseaumatemperaturaambienteentre 10°C e25°C;

- Para redução de recargas, deve-se seguir um procedimento de estocagem que recebe o nome de PEPS (Primeira que Entra Primeira que Sai), ou seja, a primeira bateria a entrar no estoque deverá ser também a primeira a sair.

- Verificar as condições de carga periodicamente, medindo-se a tensão entre os terminais da bateria estocada. Caso a tensão encontrada esteja igual ou menor do que 12,4 Volts, recomenda-se a recarga da bateria (recarga lenta: 5% da capacidade nominal).

- O tempo de armazenagem das baterias Livre de Manutenção é maior em relação às baterias de baixa manutenção, pois a taxa de autodescarga é menor em virtude da liga utilizada na fabricação, mas isso não quer dizer que ela não necessite ser vistoriada periodicamente. Faça a vistoria normalmente e siga corretamente as instruções contidas acima.

EMPILHAMENTO

- Baterias até 90 Ah deve-se limitar o empilhamento a até 5 camadas, enquanto para baterias acima de 90 Ah, o limite é de até 3 camadas.

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Cuidados antes da instalação da bateria

• Verificar se o modelo da bateria é o indicado para o veículo;

• Verificar se o suporte de fixação está adequado;

• Verificarseosistemaelétricodoveículoestáembomestadodefuncionamento;

• Mediratensão(voltagem)paragarantirqueapolaridadedabaterianãoestáinvertidaeseestácarregada (a tensão deve ser maior ou igual a 12,5 V ).

INSTALAÇÃO

• Verificar a posição dos cabos positivo ( + ) e negativo ( - );

• Desligar a ignição e todos os equipamentos elétricos do veículo. ATENÇÃO: tenha em mãos os códigos de segurança (alarme, rádio, etc.), caso existam.

• Desconectar primeiro o cabo negativo ( - );

• Desconectar o cabo positivo ( + ); ATENÇÃO: inverter esta ordem pode provocar curto circuito e/ou explosão.

• Retirar o fixador da bateria e removê-la;

• Limpar os terminais dos cabos e os bornes (pólos) da bateria;

• Certificar-se de que a bandeja de fixação esteja seca e limpa;

• Encaixar a nova bateria e efetuar a fixação;

• Cuidar para que a instalação dos cabos aos terminais da bateria não fiquem invertidos;

• Conectar primeiro o cabo positivo ( + );

• Conectarocabonegativo(-);ATENÇÃO:inverterestaordempodeprovocarcurtocircuitoe/ouexplosão.

• Limpar e apertar adequadamente os terminais;

• Proteger os terminais com uma leve camada de graxa de silicone ou vaselina sólida;

• Após a instalação é importante que se faça um check-up final no sistema elétrico (sistema de partida, ignição, carga, etc.)

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Conheça o funcionamento do sistema de carga do seu veículo

A bateria é somente uma das partes que compõe o sistema que abastece as necessidades elétricas de um veículo. É relativamente fácil que a bateria se descarregue ou queime (sobre carga) quando alguma parte do sistema não funciona bem. Qualquer bateria mesmo sendo nova e que for instalada em um veículo com seu sistema gerador defeituoso, terá seu desempenho e vida útil comprometidos.

Conheça o funcionamento do sistema de carga do seu veículo

Quando o sistema gerador do veículo não está funcionando adequadamente, substituir a bateria não será a solução, estatisticamente está comprovado que mais de 80% das falhas em baterias são decorrentes do mal funcionamento do sistema gerador do veículo, portanto mantenha este sistema sempre em boas condições. A verificação das condições deste sistema só deve ser feita por oficina autorizada ou por profissional competente.

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Montagem

• Verifique o modelo correto da bateria a ser utilizada no veículo. Uma Bateria subdimensionda ou superdimensionada terá sua vida útil comprometida. O manual do veículo pode auxiliá-lo nesta pesquisa.

• Utilize equipamentos de proteção individual adequados para o manuseio da bateria, como óculos e luvas.

• Ao instalar a bateria conecte primeiro o cabo positivo e depois o negativo, com isso você evita faísca e um possível curto circuito e/ou explosão.

• Ao desinstalar a bateria desconecte primeiro o cabo negativo e depois o positivo, com isso você evita faísca e um possível curto circuito e/ou explosão.

• Antes da instalação, verifique o nível do eletrólito, caso o modelo da bateria tenha essa possibilidade. O nível deve estar entre 1,5 a 2,5 acima do separador.

• Verifique se os conectores dos pólos estão limpos e secos. Caso haja corrosão, esta pode ser retirada com água fervente, mas não se esqueça de deixá-los sempre secos antes da instalação da bateria.

• Verifique sempre a tensão entre os pólos da bateria, esta deve ser sempre igual ou maior a 12,5 Volts para ser instalada.

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Inspeção

Há muitas ferramentas que podem auxiliar na manutenção e uso apropriado das baterias. Recomendamos algumas ferramentas básicas para este procedimento tais como: funil, água destilada, voltímetro digital, densímetro, termômetro de vidro, limpador de pólos, solução de bicarbonato de sódio a 10%, vaselina sólida assim como o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual) como óculos, luvas e máscara para manusear as baterias ou solução ácida durante a recarga de sua bateria. Use este guia e procure executar todas as etapas a seguir:

1) Examine a aparência externa da bateria. Procure por trincas ou amassados na tampa e no vaso. A tampa da bateria, os pólos e conexões devem estar limpos, sem poeira, sujeira, fluídos e corrosão. Se a(s) bateria(s) estiver(em) suja(s), limpe-a(s) apenas com um pano umedecido. Repare ou troque qualquer bateria danificada;

2) Qualquer fluído sobre ou em volta da bateria pode ser um indicativo de que o eletrólito (solução ácida corrosiva) está vazando ou espirrando para fora. Baterias com vazamento devem ser reparadas ou trocadas;

3) Na recarga, faça uma checagem em todos os cabos e conexões. Observe bem se há peças soltas ou danificadas. Os cabos e conexões devem estar intactos; cabos quebrados ou irregulares são extremamente perigosos pelas faíscas que podem gerar explosão.

4) Aperte corretamente os conectores e certifique-se que haja um bom contato entre as conexões e os terminais. Alerta: Nunca aperte demais os terminais, evitando assim a quebra dos pólos.

TESTANDO A BATERIA

01) Com o densímetro faça a leitura registrando o valor e devolva a solução retirada para medição ao vaso de onde ela foi retirada;

02) Repita essa operação para todos os vasos;

03) Recoloque as rolhas e remova qualquer respingo de solução que eventualmente tenha caído sobre a bateria.

04)Corrijaasleiturasdedensidadeparaatemperaturade27oC,consulteemumoutroExemplar aTabelade Densidade.

Se alguma leitura de densidade ainda registrar valores abaixo da especificação da fábrica então uma ou mais das seguintes condições podem estar ocorrendo:

a ) A bateria está “velha” e próximo ao final de sua vida útil.

b ) A bateria foi deixada com baixo estado de carga por um período muito longo.

c ) Houve perda de eletrólito por derramamento ou por sobrecarga.

d ) Um elemento pode estar com problema (defeito).

e ) Foi adicionado água excessivamente à bateria antes do teste.

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Sobrecarga

A sobrecarga é o excesso de corrente elétrica enviada para a bateria. Pode ocorrer através de carga excessiva e quando a bateria continua sendo carregada mesmo após ter atingido seu estado de plena carga.

O sistema de carga é parte essencial do veículo. O sistema assegura à bateria condições ideais de fornecimento de energia necessária para a partida do motor. A carga na bateria é feita através da voltagem aplicada nos seus pólos de contato. Essa voltagem tem que ser necessariamente superior à voltagem da própria bateria, para que haja circulação de corrente de carga em uma recarga de bateria, sob diferentes níveis de voltagem aplicados em seus pólos:

Sobrecarga

A partir de 14,5 Volts, o excesso de corrente cresce assustadoramente, provocando na bateria os problemas abaixo:

1. Corrosão das grades positivas e gaseificação excessiva, fazendo com que o material ativo das placas, principalmente das positivas se desagregue;

2. Depósito acelerado do material ativo das placas no fundo do vaso, na forma de uma lama fina marrom.

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Uso da bateria em sistemas estacionários

Sistemas Estacionários, como o próprio nome já diz, são sistemas onde a bateria fica permanentemente parada (estacionada). Funciona quando a energia que vem da rede externa (companhia elétrica) falha deixando assim o ambiente que necessita de energia sem carga, o que popularmente é conhecido como: “ACABOU A LUZ”.

Assim, em alguns casos como aeroportos, hospitais, bancos e outros, onde os equipamentos não podem ser desligados, ai então a bateria é adicionada neste sistema para suprir a necessidade do ambiente. Esse método é conhecido como No-Break. É válido ressaltar que existem baterias próprias para este uso, fabricadas exclusivamente para esse tipo de sistema, conhecidas como Baterias Estacionárias, mas em alguns casos as baterias utilizadas para esse fim são as automotivas (chumbo-ácido), baterias fabricadas para o uso em automóveis, mesmo não sendo a mais adequada. Com isso, a garantia desta bateria passa a ser de 3 (três) meses a contar da data da venda.

Utilizando a bateria automotiva para esse fim, você estará reduzindo drasticamente sua vida útil, tanto pela utilização inadequada quanto pela falta de utilização, pois o sistema de No-Break pode não ser acionado durante um longo período e isso pode ocasionar a sulfatização das placas, sendo este um processo irreversível e assim você acaba perdendo essa bateria chumbo-ácido.

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Baterias livres de manutenção desvendando mitos

1 - Baterias seladas são secas?
Falso. Atualmente toda bateria automotiva no mercado brasileiro contém eletrólito (solução de ácido sulfúrico e água) seja ela selada ou convencional (com rolhas).

2 – Baterias seladas não produzem gases quando utilizadas?
Falso. Toda bateria automotiva, (selada ou não selada) produz gases quando estão sendo utilizadas.

3 – Os gases produzidos dentro de uma bateria selada ficam no seu interior e não saem para a atmosfera?
Falso. As baterias seladas têm um respiro, pôr onde saem os gases. Se os gases fossem retidos dentro da bateria, com o tempo, o aumento de pressão interna faria a bateria explodir. O termo “selada” é utilizado de forma exagerada, uma vez que nenhuma bateria Chumbo - Ácido pode ser completamente fechada.

4 – Bateria “livre de manutenção” (Free) precisa ser selada?
Falso. Em todo o mundo existem baterias “livres de manutenção” com rolhas. bateria livre de manutenção está relacionada com os materiais que são utilizados em sua fabricação e não se a bateria é selada ou com rolhas. Entende-se como livre de manutenção aquela que é construída com uma “liga” que produz baixa liberação de gases. Portanto bateria livre de manutenção não precisaria ser selada.

5 – Baterias com prata são todas iguais?
Falso. Existem várias tecnologias que utilizam prata como elemento de liga para fabricação de baterias.

6 – Bateria descarregada é bateria com defeito ?
Falso. Quando uma bateria chumbo-ácido não está sendo utilizada, sofre um fenômeno que denominamos autodescarga. Isto é decorrente de suas características Físico-Químicas, entretanto, dependendo dos materiais utilizados em sua fabricação a bateria pode ter uma autodescarga maior ou menor. O fato de a bateria estar descarregada, não significa que ela esteja com defeito. Os principais motivos que provocam a descarga são:

• Fuga de corrente elevada;
• Uso de acessórios elétricos com o veículo desligado;
• Alternador não gera energia suficiente.
• Adaptações de acessórios em demasia

7 - Para verificar a carga da bateria posso efetuar um teste fechando o curto-circuito através dos pólos da bateria?
Falso. Quando fechamos o curto-circuito através dos pólos da bateria, dependendo do estado de carga e condições de uso da bateria, este procedimento, pode destruí-la por completo, ou retirar uma parte significativa de sua vida útil. Dependendo da situação a bateria pode explodir, causando danos físicos às pessoas a sua volta.

8 – Comprei uma bateria para meu veículo e outra de reserva para deixá-la guardada. Posso deixá-la por qualquer tempo guardada e depois utilizá-la?
Falso. É recomendável que a bateria sofra uma recarga em intervalos de no máximo 120 dias. Caso contrário a bateria pode ter sua vida útil reduzida.

9 – Sobrecarga é um problema da bateria?
Falso. Sobrecarga é um efeito causado por uma situação que mantém uma alta corrente passando por um longo período de tempo pela bateria. Este longo período pode ser contínuo ou com interrupções. As reações químicas assim como todos os fenômenos físicos tem uma velocidade máxima para ocorrer. Ao aumentarmos a corrente de carga de uma bateria, estamos aumentando a velocidade da reação de carga. Existe um ponto em que a quantidade de energia fornecida à bateria supera a capacidade de ser absorvida pelos materiais que a compõe. A energia excedente então é transformada em calor. As baterias automotivas apresentam uma alta resistência térmica, ou seja, o calor gerado em seu interior, tem dificuldade em se dissipar, provocando aumento da temperatura. A temperatura elevada, leva à queima dos elementos químicos ativos da bateria (elementos que fazem parte da reação de carga e descarga) solicitando mecanicamente seus componentes, ou seja entortando as placas levando a bateria a uma morte prematura. Esse problema normalmente é gerado pelo mau funcionamento do Regulador de Voltagem do veículo.

10 – Qualquer bateria é indicada para qualquer veículo?
Falso. As informações contidas nos rótulos das baterias são muito importantes. Para que você possa escolher a bateria mais adequada para seu veículo, as informações mais importantes são: A capacidade em 20 horas (C20), A corrente de partida e as dimensões. Deve-se ter especial atenção em analisar a corrente de partida. O manual do veículo pode ajudá-lo na escolha correta da bateria.

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Luz da bateria no painel do seu veículo. O que isso significa?

Hoje, todos os carros possuem uma bateria recarregável de 12 volts. Essa bateria proporciona energia elétrica ao motor de arranque no momento da ignição do veículo.

Assim como todas as baterias, uma bateria de carro poderia eventualmente parar de funcionar se não fosse recarregada, ou seja, chegar ao fim de sua vida útil, por isso seu carro possui um sistema de recarga integrado. A maioria dos veículos possui um alternador, juntamente com um regulador de voltagem, que mantém a bateria carregada. Este alternador também fornece eletricidade para o veículo quando o motor está funcionando. Um alternador comum pode produzir de 500 a 1.000 watts quando necessário.

Como o seu carro depende muito da bateria, ele tem uma luz de bateria no painel, projetada para alertá-lo no caso de falha do sistema de carga. Um circuito simples verifica a voltagem que o alternador está produzindo e acende a luz da bateria caso a voltagem esteja baixa. A luz da bateria indica um problema do sistema de carga da bateria. Se essa acender e permanecer acesa enquanto você estiver dirigindo, isso geralmente deve-se ao fato do rompimento da correia do alternador. Outra possibilidade é defeito do próprio alternador.

O motivo pelo qual seu carro consegue operar normalmente se a luz da bateria estiver acesa é que ele pode utilizar a energia armazenada na bateria. Seu carro funcionará bem até que a bateria se descarregue totalmente, isso é o que chamados de Reserva de Capacidade (RC). Essa Reserva de Capacidade vem especificada no Rótulo da bateria, em minutos, mas ninguém da muita importância a ela, quando esta na realidade é vital caso seu alternador deixe de funcionar. A RC é a quantidade de carga que uma bateria poderá ceder ao veículo, por um determinado período de tempo, quando ele está desligado ou quando o alternador está com algum problema e não cede energia aos consumidores elétricos do automóvel. Quando isso acontecer, nada mais funcionará. Quando a luz da bateria estiver acesa, você ainda poderá dirigir seu carro até uma oficina, nada irá se danificar. Mas é melhor chegar à oficina antes que a bateria fique descarregada e seu carro não possa mais andar.

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Bateria x Acessórios. Casamento que não da certo.

Atualmente, os caminhões são até mais confortáveis que os automóveis, além da maciez da cabine sustentada por amortecedores, molas, suspensão a ar etc., são também equipados com bancos e camas confortáveis.

Esses caminhões luxuosos saem das concessionárias e vão para as lojas de acessórios e lá instalam, lanternas, faróis auxiliares, cd player, ventilador, Interclima, alarme, rastreador, rádio PX , módulos de som com alta amperagem. E quase tudo isso é instalado em uma só bateria, quando não tem conversor.

Acessórios necessários, pois, quando esse veículo sai para a estrada ele se torna o lar do motorista, que fica vários dias longe da sua família.

Necessitando de falar com o seu chefe ou com os amigos deixa o rádio PX ligado e ouvir uma boa música é essencial para que a viajem seja o mais agradável possível, com isso liga o cd player com o módulo potente.

Nas noites longas e com muito calor dentro da cabine não pode deixar os vidros abertos, então liga-se o interclima para resfriar o ambiente.

E nessas noites os motoristas utilizam uma mini cozinha com luzes para que possam fazer suas refeições e para que o caminhão não seja roubado usa-se o alarme e o rastreador

Ai entra as baterias, que por imposição tem que suportar tudo isso, sendo que foram projetadas para dar partida e alimentar sistema elétrico se necessário.

Quando esses acessórios estão ligados com o motor desligado a bateria começa a sofrer uma descarga que ao amanhecer, possivelmente ela não consiga efetuar o trabalho para a qual ela foi criada, dar partida no veiculo. Então entra a famosa “chupeta”, onde além de provocar danos ao sistema elétrico pode ocasionar o derretimento dos pólos e até uma possível explosão.

Sabendo que descarregou uma bateria, os motoristas ligam os acessórios na outra bateria (carregada) que posteriormente terá o mesmo problema. Assim, as baterias sofrerão descarga e recarga excessivas (ciclos), diminuindo assim sua vida útil.

Fique atento, ao introduzir equipamentos eletrônicos no seu caminhão, procure um eletricista de sua confiança e analise o sistema elétrico, com isso, você, sua bateria e seu caminhão terão um bom e longo relacionamento sem que você tenha que desembolsar algo a mais por isso.

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Não é de ouro, mas deveria ser mais valorizada

A bateria automotiva é uma peça comumente esquecida em qualquer que seja a preparação elétrica do carro. Embora a sua importância seja enorme, ela dificilmente é lembrada. Ela deve ser encarada como a primeira peça a ser avaliada antes de qualquer coisa, porque afinal, tudo depende dela.

Primeiro vamos esclarecer o que é uma bateria forte ou fraca:

A potência da bateria pode ser avaliada de acordo com a sua carga nominal que é a amperagem (A). Toda a parte elétrica do carro funciona em 12 volts e cada equipamento consome uma certa amperagem, portanto quanto mais amperagem tem a bateria mais equipamentos ela suportará.

O problema das baterias originais é que elas têm a capacidade para suportar somente a parte elétrica original do carro, tudo que for adicionado como módulos amplificadores de som, módulos de ignição e iluminação farão com que a bateria se desgaste mais rápida e não forneça energia suficiente, fazendo com que o investimento dos equipamentos não dêem o retorno desejado.

Exemplo:
Um veículo 1.0 tem bateria original de 40Ah. O carro necessita de uma energia de 40Ah para que todos os componentes elétricos funcionem bem durante várias horas, o pico de consumo (tudo ligado, ventoinha do radiador, farol, rádio original) não passa de 40Ah. Se instalado neste carro um módulo amplificador de som automotivo como um Banda 4.8 que precisa de pelo menos 40A para fornecer seus 480 WRMS a bateria deve ter no mínimo 80A, sendo assim dividida, 40A para o carro e 40A para o módulo. Assim, se deixar apenas à bateria original à potência do módulo e toda a parte elétrica irá oscilar de acordo com o consumo, em outras palavras, todos os componentes elétricos do carro vão “brigar” entre eles para ver quem consegue mais energia. Uma forma fácil de verificar isto é ligando a luz de teto do carro e o som junto, conforme bate a música à luz oscila, isto significa que a bateria não esta dando conta do recado.

Quando a bateria não tem a amperagem necessária podem ocorrem vários problemas na parte elétrica do carro, as mais freqüentes são:

Oscilação na voltagem – Quando forçada à bateria com uma amperagem maior do que ela suporta a voltagem (12V) cai causando oscilação e podendo queimar componentes importantes ou seu mau funcionamento.

Duração menor de carga – Quando a bateria fica muito tempo em sua carga máxima não costuma segurar a carga por mais de 1 hora. Para aumentar a durabilidade de carga basta instalar uma bateria com maior amperagem, não esquecendo de rever o alternador, para que esta posteriormente possa ser devidamente recarregada.

Baixa vida útil – Baterias automotivas que estão sempre sendo muito exigidas e já tiveram sua carga zerada não duram muito, é importante deixarem sempre com carga e com uma certa folga na amperagem.

De mais atenção à sua bateria, verifique o nível do eletrólito periodicamente, veja se ela está bem fixada à bandeja do seu veículo, sempre quando puder procure uma auto elétrica de sua confiança e faça uma revisão no sistema elétrico do veículo, não utilize por longo período de tempo equipamentos elétricos sem que o veículo esteja com o motor ligado, no momento de lavar o seu carro, não jogue água ou qualquer outro líquido sobre a bateria, mantenha-a sempre limpa (para isso utilize um pano seco), ao instalar qualquer equipamento eletrônico no veículo, revise o alternador.

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Tabela de cargas

CARGA COM CORRENTE CONSTANTE

A corrente deve ser equivalente a 10% do valor da capacidade nominal da bateria.
Exemplo: Bateria de 50Ah

Corrente de recarga = 50 x 0,10 = 5,0 A

Nunca recarregue a bateria quando o indicador de teste (hidrômetro) estiver claro, pois isso significa que a bateria está com o nível baixo de eletrólito.

• Acompanhe a temperatura da bateria, ela nunca deve ultrapassar 55 oC. Caso isto ocorra interrompa a recarga até que a bateria esfrie e retorne com um regime de carga reduzido;
• Não é recomendado que se faça recarga de um dia para o outro sem acompanhamento;
• Nunca desconecte os cabos de conexão com o carregador ligado.

Tabela de Cargas

Se ainda assim a bateria apresentar um valor de 70% de sua capacidade total, as seguintes condições podem estar ocorrendo:

1. A bateria permaneceu em estado de descarga por um longo período (o que causa sulfatação irreversível das placas).

2. A bateria tem um de seus elementos defeituosos. Baterias nestas condições devem ser encaminhadas para assistência técnica para uma melhor avaliação.

TABELA DE DENSIDADE

Tabela para correção de densidade da solução em função da variação de temperatura:

Tabela de Cargas
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Manutenção de baterias em estoque

Apenas uma inspeção visual não é suficiente para determinar as condições gerais de sua bateria. As leituras de tensão e densidade do eletrólito são bons indicadores do nível de carga, tempo de estoque e qualidade. As checagens freqüentes de tensão e densidade além de indicarem o estado de carga também auxiliam na detecção de deficiências durante a manutenção no dia-a-dia de uso da bateria como, por exemplo, bateria mal recarregada ou com eletrólito muito diluído sempre auxilia a localizar uma bateria com problema. Deve-se criar rotinas de verificação a fim de se detectar baterias descarregadas no estoque. Baterias com tensão menor ou igual a 12,40 Volts devem ser recarregadas.

Alguns modelos possuem hidrômetro, ou visor de carga, que tem como finalidade indicar o estado de carga da bateria que geralmente usam a seguinte orientação:

Manutenção de baterias em estoque

Caso seja necessário recarregar uma bateria, caso esta necessite de uma grande quantidade de carga, tome o cuidado de retirar todas as rolhas evitando assim uma possível explosão.

NÍVEL DO ELETRÓLITO

Para se conseguir um melhor desempenho de uma bateria, aconselha-se verificar os níveis do eletrólito de cada um dos vasos. Esse controle deve ser feito, depois que a bateria estiver instalada no automóvel, no mínimo a cada 6 (seis) meses, propõe-se essa verificação no início do inverno e verão. Para se saber qual o nível correto de eletrólito a se manter em cada vaso, este nível deve ser:

Manutenção de baterias em estoque

Mantendo o Nível do Eletrólito nessas condições, você nunca encontrará o visor de carga (hidrômetro) indicando uma cor clara, amarelada, pois o nível do eletrólito estará sempre correto. Esse procedimento não é válido para os modelos de baterias blindadas, pois essas não requerem reposição do nível do eletrólito.

Manutenção de baterias em estoque
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Logo agora?!

Não há imprevisto pior do que dar a partida no carro de manhã e o motor não pegar. A falha pode estar relacionada principalmente ao mau funcionamento do motor de partida e da bateria e ocorrer mais freqüentemente sob temperaturas mais baixas. No linguajar dos mecânicos, o motor costuma ficar “mais pesado” em dias frios. Isto ocorre em função das resistências geradas pelo atrito atingirem seu ponto máximo em baixas temperaturas, o que submete a bateria e o motor de partida a condições desfavoráveis de funcionamento.

A alta temperatura durante o verão acelera as reações químicas dentro da bateria, o que melhora sua performance. Porém, aumenta também a degradação das placas e a corrosão das grades internas. Quando chega o inverno, a queda na temperatura faz com que as peças do carro apresentem menor folga entre si e o óleo lubrificante fica mais viscoso, o que exige maior esforço para dar a partida e consequentemente maior consumo de energia da bateria. Essa maior exigência no inverno aliada ao maior desgaste durante o verão pode fazer com que a bateria literalmente morra, ou seja, não tenha condições de partir o motor.

Para enfrentar o inverno, o recomendável é checar o sistema elétrico (motor de partida e bateria) e de lubrificação (óleo e filtro). O objetivo de uma revisão preventiva é garantir que as peças estejam em boas condições, oferecendo o mínimo de resistência, mesmo nas temperaturas mais baixas. Durante a manutenção, o mecânico eletricista deve checar se está havendo algum tipo de vazamento ou fuga de energia da bateria. Ele deve verificar com cuidado também o motor de partida, o alternador e o regulador de tensão. Se estes não estiverem em perfeita condição de funcionamento, é possível que estejam utilizando maior quantidade de energia da bateria do que o necessário e acelerando, dessa forma, seu processo de deterioração.

A partida em baixa temperatura exige ainda que o motor esteja bem lubrificado. Para isso, é recomendável utilizar óleo de qualidade e fazer sua troca, em média, a cada 5 mil quilômetros. Existem ainda no mercado óleos especiais (sintéticos) que duram mais e são indicados para regiões frias. Durante a troca do fluído é recomendável também trocar o filtro de óleo.

Além da manutenção preventiva, o usuário pode tomar alguns cuidados que aumentam a durabilidade da bateria como, por exemplo, somente, ligar o som do carro, erguer e abaixar os vidros elétricos, deixar os faróis acesos e os limpadores de pára-brisas, com o veículo em funcionamento.

“Tranco” e “chupeta” são soluções emergenciais que podem prejudicar o veículo. São soluções populares entre os motoristas e muito utilizadas quando a bateria descarrega. Mas, apesar de resolverem o problema momentaneamente, podem comprometer outras partes do veículo.

O procedimento do tranco pode causar pequenas trincas no motor, forçar o câmbio, além de danificar o catalisador. Já a chupeta pode prejudicar a performance dos componentes elétricos do automóvel, que acontece em decorrência de picos de tensão ocorridos durante o processo.

As baterias fabricadas pela Eletran tem uma melhor aceitação de recarga e performance do produto. Essa tecnologia permite uma recuperação mais rápida da bateria após cada partida. A composição dos elementos diminui o risco de descarga em condições seguidas de partidas e de uso em pequenos percursos, aumentando, dessa forma, a durabilidade do produto.

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Curiosidades

• Caso você não funcione seu veículo durante o período de 30 dias, os consumidores permanentes do seu veículo (alarmes, memórias do sistema de injeção eletrônica, computador de bordo e solenóides de travas elétricas) fazem com que a carga da bateria esteja em até 40% de sua capacidade. Inspecionar periodicamente o estado de carga e recarregar a bateria se necessário;

• Que a capacidade de uma bateria não depende do seu peso;

• Que a potência de uma bateria não está ligada a quantidade de elementos, mas sim a qualidade desses elementos;

• Que para remover o material isolante que se forma nos terminais de contato, você pode utilizar água fervente, de preferência uma mistura de Bicarbonato de Sódio (10:1);

• Que para proteger os terminais de contato de uma possível formação de material isolante nos terminais, pode-se utilizar uma leve camada de Vaselina (em pasta) após efetuado a conexão entre pólo e conector;

• Que ao adicionar algum tipo de solução para nivelar o eletrólito de uma bateria, essa solução deve ser única e exclusivamente água destilada ou desmineralizada e nunca água da torneira ou água mineral;

• Que nos veículos a gás o nível do eletrólito deve ser verificado a cada 60 dias no mínimo e completar quando necessário;

• Que baterias chumbo-ácido livres de manutenção (free) não necessitam ser seladas;

• As baterias indicadas para Sistemas No-break não são as baterias automotivas e sim as baterias fabricadas com tecnologia para Sistemas Estacionários;